revista conexão de saberes
n.5 maio 2021 - viagem no tempo

Existem vários enredos distintos através dos quais se desenrolam histórias de um mesmo lugar. Tudo depende da lente que se vê.

 

Neste volume da nossa revista, construímos uma ponte que conecta saberes da geologia, geografia, sociologia e história. ​Assim se dá a relação entre as diversas ciências que, quando articuladas, nos permitem descascar as camadas de um retrato da paisagem urbana da cidade do Rio de Janeiro, percorrendo os limites do tempo histórico ao tempo profundo.

Passamos do tempo da Terra ao tempo humano.

Do tempo em que a baía ainda não era banhada pelo mar - porque, ali, ainda não existia mar - ao tempo de uma cidade que surge acelerada, apressada, a partir de um processo de colonização.

O Rio da colonização, dos escravizados de África que, numa libertação tão ilusória quanto vazia é a palavra democracia, foram empurrados pros morros, pras favelas, pras periferias, mostrando que pouco mudou de lá pra cá. Foram feitos livres para serem alvos. Alvos de uma guerra incessante promovida pelo Estado e que domina algumas regiões da cidade maravilhosa. Também pouco contada é a história dos povos Tamoios e Termininós, habitantes originários das terras que circundavam a Baía de Guanabara. Conta-se a história hegemônica, aliás, como se a ocupação humana surgisse com a urbanização, e não antes de emergir a urbe, com os povos autóctones desse território.

Aqui, falamos de como os elementos naturais condicionam as atividades humanas e a vivência no espaço, e, consequentemente, a formação da cidade.

 

Acerte seu relógio, aqui a hora é em outro fuso!

 

Boa viagem no tempo!

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Nessa edição você encontra:

- quanto tempo o tempo tem?

- geohistória do Rio

- geociências no processo de urbanização

- história do Rio

- geoturismo: oportunidade para quem?

- poeira da história

... além de fotos e poesias